Textos publicados em novembro 2008
Hoje não verso,
Tergiverso.
Não converso,
Desconverso.
Não há nexo.
É tudo somente sexo.
Estou em férias e para a indignação de amigos e conhecidos não vou viajar. Não quero perder tempo me deslocando freneticamente em latitudes e longitudes. Viajar já não me encanta tanto. Muita gente se espanta com isso. ‘Como alguém pode não querer viajar?’, alguns esbravejam. ‘Deve ser por falta de grana’, concluem outros. Não é. Se quisesse poderia ir para…
Parafraseando as primeiras palavras do Capitão Nascimento no filme Tropa de Elite, eu diria o seguinte a respeito da vida: “Na Terra há 6 bilhões de seres humanos. Todos desconhecem a razão pela qual foram jogados no mundo. Pode não haver razão. A vida de cada um de nós pode não ter significado algum. E se tiver, é quase certo que morreremos sem saber.
Você vai morrer. Sim, você mesmo, caro leitor. Você e toda a sua família. Seus pais, seus filhos, seus irmãos e todas as pessoas que você ama vão morrer em breve. Gostaria que não fosse assim, mas dentro de pouco tempo todos os familiares daqueles que, como você, tiveram contato com estas linhas estarão mortos. É verdade. Infelizmente eu não estou brincando. Todos os seus entes queridos vão morrer e não há nada que eu possa fazer para impedir isso.
Minha mulher recebeu o dito cujo. Um ano e meio atrás o Unibanco também tentou me empurrar essa geringonça. Protestei, criei caso e eles cancelaram. Minha mulher não fez o mesmo. Na pressa, habilitou o serviço para pagar uma conta. Agora, segundo o banco, ela não tem mais como voltar atrás, vai ter que andar com o feioso à tira colo.
Não sou um, sou vários…
Cada hora que passa,
Sou alguém diferente.
Sou triste e sou alegre,
Sou feliz e deprimido,
Bons tempos aqueles em que eu era infeliz.
Nesses idos, podia saborear ao menos um sentimento.
Hoje, tudo me foi tomado: tristeza, dor, solidão…
Até o amor, que sempre me torturou, já não tenho.
Só me restou a respiração, …
Se eu chegar consciente aos meus últimos minutos de vida será inevitável deparar com a pergunta: “Que diferença fez tudo isso que eu vivi?”. Então, morrerei. Deixando a pergunta em aberto. Não mais pensarei, pararei de chorar, de sorrir, de sofrer. Familiares e amigos sofrerão por um tempo. Depois, morrerão também. E minha vida cairá no esquecimento das vidas vindouras.
De forma curta e grossa segue uma visão sobre os habitantes típicos de cada uma das cinco capitais que melhor conheço. Em tempo: sou carioca, moro em São Paulo, morei em Curitiba e Salvador e já fui muito para BH.
