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	<title>Comentários sobre: O Segredo da Picaretagem</title>
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	<link>http://umblog.com.br/filosofia/o-segredo-da-picaretagem</link>
	<description>Um blog por Kadu Palhano</description>
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		<title>Por: Veridiana</title>
		<link>http://umblog.com.br/filosofia/o-segredo-da-picaretagem/comment-page-1#comment-215</link>
		<dc:creator>Veridiana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 20:15:11 +0000</pubDate>
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		<description>Adorei o texto, bem como o comentário do Gabriel. Eu sempre penso em todas as possibilidades, inclusive nas piores, e com isso me sinto mais equilibrada para enfrentar o que vier. Odeio quando alguém está numa situação difícil e me pergunta: vai dar tudo certo, né? Sei lá! Pode dar tudo errado! Mas se a pessoa estiver preparada, pode não ser tão ruim...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Adorei o texto, bem como o comentário do Gabriel. Eu sempre penso em todas as possibilidades, inclusive nas piores, e com isso me sinto mais equilibrada para enfrentar o que vier. Odeio quando alguém está numa situação difícil e me pergunta: vai dar tudo certo, né? Sei lá! Pode dar tudo errado! Mas se a pessoa estiver preparada, pode não ser tão ruim&#8230;</p>
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		<title>Por: Gabriel Navarro</title>
		<link>http://umblog.com.br/filosofia/o-segredo-da-picaretagem/comment-page-1#comment-48</link>
		<dc:creator>Gabriel Navarro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 21:39:13 +0000</pubDate>
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		<description>Certa vez, um genial internacionalista me apresentou o anti-Segredo, modo de pensar que eu já praticava sem perceber.

Basicamente, a ideia é ter sempre em mente o que pode acontecer de pior a você e frustrar seus planos. Não é preciso expor esse suposto negativismo - na verdade, não é sequer socialmente recomendável. O ato simplório de vislumbrar as possibilidades ruins prepara alguém para evitá-las, lidar com elas ou (pelo menos) aceitá-las com menor revolta, para então investir seu tempo em algo melhor ou reparador.

Em particular, não acredito na pura racionalidade nem a desejo. Mas minha fé é muito definida: para o mundo prático, material, busque soluções práticas, materiais.

Grande abraço, Kadu!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Certa vez, um genial internacionalista me apresentou o anti-Segredo, modo de pensar que eu já praticava sem perceber.</p>
<p>Basicamente, a ideia é ter sempre em mente o que pode acontecer de pior a você e frustrar seus planos. Não é preciso expor esse suposto negativismo &#8211; na verdade, não é sequer socialmente recomendável. O ato simplório de vislumbrar as possibilidades ruins prepara alguém para evitá-las, lidar com elas ou (pelo menos) aceitá-las com menor revolta, para então investir seu tempo em algo melhor ou reparador.</p>
<p>Em particular, não acredito na pura racionalidade nem a desejo. Mas minha fé é muito definida: para o mundo prático, material, busque soluções práticas, materiais.</p>
<p>Grande abraço, Kadu!</p>
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		<title>Por: Stella Dauer</title>
		<link>http://umblog.com.br/filosofia/o-segredo-da-picaretagem/comment-page-1#comment-34</link>
		<dc:creator>Stella Dauer</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 16:39:40 +0000</pubDate>
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		<description>Eu sempre tive uma opinião parecida quanto a esse tipo de livro. Por influência da minha avó, que comprava todos os que via (inclusive os da Editora Madras, que são lixos em formato de livro), cheguei a comprar alguns. Como adolescente insegura tentando me encaixar no mundo, ser aceita pelos outros, eu busquei algo nesses livros, algo que pudesse me guiar, me dar &quot;dicas matadoras&quot; de como deixar de ser tímida, de como parar de me culpar por tudo o que acontecia de ruim às pessoas que eu gostava. 

Todos os livros que eu tentei ler não me mostravam nada de novo. Coisas como &quot;acredite em você&quot;, &quot;seja feliz&quot;, &quot;tenha amigos&quot;, &quot;pare de procrastinas, se levante e faça logo&quot;... tudo isso não era nada mais além do que eu já sabia. O que acontecia comigo, assim como com essas pessoas que buscam esses livros, é que era difícil enxergar que toda a mudança dependia de mim mesma. Nenhum livro iria me dar a receita mágica de como conseguir passar no vestibular, como garantir um futuro legal pra mim, como ser feliz com o que eu era. Se na minha cabeça eu não conseguisse aceitar o que eu era, nenhum livro tonto iria mudar isso.

Esses livros são para pessoas que pensam que há algo que elas não sabem, algum mantra que, se recitado, vai fazer aparecer um namorado romântico, dinheiro na conta, um emprego decente e filhos mais educados. Eu realmente me decepciono com esses livros, a cada um deles que eu folheio, porque encontro as mesmas coisas óbvias escritas de maneiras diferentes. Existem pessoas que não enxergam o óbvio, que compram esses livros e se consideram modificadas por eles, salvas por eles. Minha decepção é maior ainda por saber o que essas pessoas não sabem, que não há nenhum Segredo... essas pessoas tem medo de admitir que o grande erro, a grande decepção, não passado que elas veem quando se olham no espelho. Essas pessoas não querem atribuir a si mesmas os erros e percalços da vida delas. Com a religião não é diferente.

É muito mais fácil falar que você estava cega e se salvou com uma filosofia da moda do que admtir que você é fraco, influenciável e incapaz de operar a própria mudança em sua vida. É muito mais fácil falar que Deus está te castigando do que perceber que você não tem a vida que quer porque não tem colhões para ir atrás dos seus sonhos. Eu era só uma adolescente boba que achava que sabia tudo... mas essas pessoas maduras que continuam levando isso tão a sério?

Vou ler as críticas quando arranjar um tempo, obrigada Kadu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre tive uma opinião parecida quanto a esse tipo de livro. Por influência da minha avó, que comprava todos os que via (inclusive os da Editora Madras, que são lixos em formato de livro), cheguei a comprar alguns. Como adolescente insegura tentando me encaixar no mundo, ser aceita pelos outros, eu busquei algo nesses livros, algo que pudesse me guiar, me dar &#8220;dicas matadoras&#8221; de como deixar de ser tímida, de como parar de me culpar por tudo o que acontecia de ruim às pessoas que eu gostava. </p>
<p>Todos os livros que eu tentei ler não me mostravam nada de novo. Coisas como &#8220;acredite em você&#8221;, &#8220;seja feliz&#8221;, &#8220;tenha amigos&#8221;, &#8220;pare de procrastinas, se levante e faça logo&#8221;&#8230; tudo isso não era nada mais além do que eu já sabia. O que acontecia comigo, assim como com essas pessoas que buscam esses livros, é que era difícil enxergar que toda a mudança dependia de mim mesma. Nenhum livro iria me dar a receita mágica de como conseguir passar no vestibular, como garantir um futuro legal pra mim, como ser feliz com o que eu era. Se na minha cabeça eu não conseguisse aceitar o que eu era, nenhum livro tonto iria mudar isso.</p>
<p>Esses livros são para pessoas que pensam que há algo que elas não sabem, algum mantra que, se recitado, vai fazer aparecer um namorado romântico, dinheiro na conta, um emprego decente e filhos mais educados. Eu realmente me decepciono com esses livros, a cada um deles que eu folheio, porque encontro as mesmas coisas óbvias escritas de maneiras diferentes. Existem pessoas que não enxergam o óbvio, que compram esses livros e se consideram modificadas por eles, salvas por eles. Minha decepção é maior ainda por saber o que essas pessoas não sabem, que não há nenhum Segredo&#8230; essas pessoas tem medo de admitir que o grande erro, a grande decepção, não passado que elas veem quando se olham no espelho. Essas pessoas não querem atribuir a si mesmas os erros e percalços da vida delas. Com a religião não é diferente.</p>
<p>É muito mais fácil falar que você estava cega e se salvou com uma filosofia da moda do que admtir que você é fraco, influenciável e incapaz de operar a própria mudança em sua vida. É muito mais fácil falar que Deus está te castigando do que perceber que você não tem a vida que quer porque não tem colhões para ir atrás dos seus sonhos. Eu era só uma adolescente boba que achava que sabia tudo&#8230; mas essas pessoas maduras que continuam levando isso tão a sério?</p>
<p>Vou ler as críticas quando arranjar um tempo, obrigada Kadu.</p>
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