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Por que prefiro mulheres mais novas?

Postado por , terça-feira, 13 de outubro de 2009Um Comentário
anitaComo eu adoro as lolitas, anitas, ninfetas! Não há nada mais excitante do que o olhar concupiscente de uma mulher de vinte e poucos anos. Um olhar livre de culpas, sem cobranças, só desejo. Desejo de viver e arrancar da vida o que ela tem de melhor. As balzaquianas que me perdoem, mas juventude é fundamental. Na casa dos 20, as mulheres são muito mais leves, sensuais, lascivas e provocantes. Não estão preocupadas em constituir família, em ganhar dinheiro, nem encontrar o homem de sua vida. São espontâneas, instintivas, dão menos ouvidos ao superego. Falam o que pensam e vivem mais intensamente. Não procuram discutir a relação a cada dissabor, problematizam menos e, principalmente, não ficam elaborando teorias mirabolantes para explicar o comportamento masculino. Aos 18, 20 anos a mulher não busca ser feliz. Ela simplesmente é.

Há alguns anos meu colega Adriano Silva escreveu uma ode às mulheres de 30. Em seu artigo, Adriano explicou porque prefere as trintenárias: “São menos ansiosas, mais calmas e serenas”. Discordo. Adriano é casado. Eu, solteiro. Talvez esteja aí a razão da minha discordância. Não tenho muito contato com balzaquianas casadas. É provável que o Adriano se refira a elas em seu texto. Posso falar, e com conhecimento de causa, sobre as solteiras trintonas, quarentonas, as mulheres “Sexy and the City”, como escrevi em outro post. Essas são minhas velhas conhecidas. De várias sou amigo. De algumas, conselheiro. Ouço suas histórias, seus dramas pessoais, seus conflitos emocionais… Impossível fugir da dura realidade: os anos não lhes fizeram bem. Se com 20 eram ansiosas, hoje são despeitadas. Se antes eram inseguras, agora são invejosas, recalcadas.

Já ouvi de várias que prefiro as mulheres mais novas porque “elas são ingênuas e não questionam. São ideais para alguém imaturo como eu”. Mentira. Maldade. Maledicência. É por discursos amargos e simplistas, como esse, que fico com as de 20. É mais cômodo acreditar na psicologia barata dos livros de autoajuda do que enfrentar a realidade e entender porque os homens preferem as mulheres mais novas. Não é apenas a pele macia, o abdome sequinho e as coxas roliças que as fazem maravilhosas. É atitude. É postura ante a vida. É uma leveza manoel-carliana que, infelizmente, a maioria das mulheres perde com o passar dos anos. Não percebem, coitadas, que juventude é um estado de espírito. Não tem necessariamente relação direta com a idade cronológica.

Oxalá, há muitas mulheres de 35, 40, 45 anos que continuam jovens, que sabem viver a vida. Essas encantam todos que já tiveram o prazer de ter prazer com elas. Unem o desejo e o frescor juvenil com a sabedoria e a experiência de quem já sabe o que quer. Possuem o que eu costumo chamar de ‘diferencial’.

Luana Piovani, por exemplo, tem o diferencial. Quem ousaria dizer que Luana é imatura ou não tem personalidade? Aos trinta e tantos, Luana é tudo de bom. Desencanada, não pauta suas atitudes pelo que os outros vão pensar. Diz o que lhe vem à cabeça, assume seus pontos de vista, encara os maledicentes e invejosos, mas acima de tudo conserva a mesma leveza, felicidade e amor pela vida de quando tinha 18.

Luana não está sozinha. Tenho várias amigas que também mantêm acesa a chama da juventude. Entre outras, há a Aninha, que hoje tem 34. Moleca, garota, levada da breca, mais feliz impossível. Há também Fernandinha, 35 anos, carioca, olhos claros, cabelos cor de mel, linda, apaixonante, encantadora. A última vez que a vi foi num ensaio do Suvaco de Cristo (atenção revisores, o nome do bloco se grafa mesmo com ‘U’), no Rio de Janeiro. Lá estava ela sambando, com uma garrafa de cerveja à mão. Quando me viu correu ao meu encontro e saltou sobre meu corpo para me dar um abraço. Quase fomos ao chão. Como em outras vezes, ficamos. Noutros tempos, já tentamos ser mais, muito mais que dois grandes amigos. Não deu certo. Foi um namoro intenso, mas expresso. Por quê? Fernandinha, assim como eu, não gosta de teorizar. Há coisas na vida que não dá pra explicar – e é melhor nem tentar. Mas isso só as meninas de 20 têm maturidade para entender.

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Um Comentário »

  • Ana Rita Martins disse:

    Belo texto.

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