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Rio e São Paulo – parte 3

Postado por , sexta-feira, 8 de março de 2013Sem Comentários

Este episódio ocorreu durante uma viagem que fiz ao Rio com uma amiga paulistana. Ela: uma típica moradora de São Paulo, politicamente correta, defensora das leis e dos bons costumes. Eu: este ogro que odeia regras, manuais de bom comportamento e discursos politicamente corretos, mas que conhece bem os tácitos ‘códigos de conduta’ da cidade na qual nasceu e cresceu. O caso ilustra bem mais uma das tantas diferenças entre cariocas e paulistas (leiam também http://umblog.com.br/mixordia/rio-e-sao-paulo-parte-2)

Eis o ocorrido. Estávamos num trânsito insuportável para chegar ao Circo Voador, na Lapa, quando fechei um cruzamento. Para mim, nada mas natural. Afinal, se eu não jogasse meu carro à frente, jamais atravessaríamos a rua. E, pior, o motorista do carro de trás iria enfiar a mão na buzina e xingar minha mãe até o dia seguinte. Mas minha amiga ficou indignada. “Não acredito que você está fechando o cruzamento!”. Nhem-nhem-nhem, nhem-nhem-nhem, nhem-nhem-nhem. A revolta era tanta que ela chegou a ameaçar sair do carro. Convencida de que não seria uma boa fazer trottoir num sábado à noite na Lapa, contentou-se em ficar agachada dentro carro com vergonha alheia deste brucutu que vos escreve.

Em questão de segundos, entretanto, sua indignação virou espanto, surpresa, perplexidade. “Como assim os motoristas da outra via não estão buzinando, reclamando, xingando você?”, ela perguntou. A razão é simples, expliquei: “Um carioca típico não pensa ‘que absurdo esse cara fechar o cruzamento. Ele não tem respeito pelos outros, é um folgado, safado, cretino, bla-bla-bla, bla-bla-blá, bla-bla-blá.’, Esta é a reação típica de um paulistano. No Rio, o pensamento é: ‘putz, dei mole! Deixei esse cara passar. Agora tenho que ser mais rápido que o próximo e embicar meu carro primeiro”. Simples assim.

No Rio, prevalece a lógica da seleção natural. É Charles Darwin na veia. Lá só sobrevivem os mais aptos. Ou, como já disse Tom Jobim, o Rio não é para principiantes. O trânsito é apenas a manifestação mais patente deste, digamos, carioca way of life.

SEIS COISAS QUE TODO FORASTEIRO DEVERIA SABER ANTES DE DIRIGIR NO RIO

1. Não use seta. Se quiser trocar de faixa, acelere e embique o carro. Se você der seta, o motorista da outra faixa é que vai acelerar para você não entrar. (Lembre-se: no Rio vale a seleção natural. É a cidade dos mais aptos)

2. Vagas não existem. Vagas são criadas – no canteiro, em cima da calçada, em fila dupla…

3. Sinal (farol) amarelo significa “acelera que dá”. Não ouse parar o carro. Se fizer isso, corre o sério risco de ficar com a traseira amassada.

4. Quem usa o acostamento chega uma hora mais cedo.

5. Se alguém fechar um cruzamento na sua frente, não esbraveje. Aprenda como se faz e, na próxima vez, não dê mole, feche primeiro.

6. Não se estresse em um congestionamento. Aprecie a vista e compre biscoito Globo para adoçar o dia!

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