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Um contraponto – A Ritalina

Postado por , sexta-feira, 12 de dezembro de 20088 Comentários

Minha amiga Carol Costa critica em seu blog (www.guindaste.com.br) o uso indiscriminado da Ritalina, medicamento para tratar o déficit de atenção em crianças hiperativas. Nos comentários há quem discorde dela. Não me sinto preparado para opinar. Tenho pouco conhecimento sobre o uso medicamentoso da Ritalina. Posso falar um pouco de seu uso recreativo.

Muitos jovens tomam Ritalina para manter o pique em baladas de longa duração. Eu nunca experimentei, mas Ronaldo Alceu, o amigo cínico do meu primo Pitboy, já perdeu a conta de quantas vezes tomou o comprimido para driblar o cansaço em raves, micaretas e carnavais. Ele conta que o efeito é muito superior ao de qualquer energético. “O carnaval de Salvador é um evento desgastante. Sem Ritalina não conseguiria agüentar seis dias consecutivos de folia. Com dois comprimidos fico cheio de disposição e encaro dois blocos por dia, ou seja, mais de 15 horas pulando atrás do trio elétrico”.

Ronaldo Alceu garante que não dá para comparar os efeitos da Ritalina com os de suplementos à base de efedrina, como o Ripped Fuel e o Xenadrine, atualmente proibidos no Brasil. “A efedrina até me tirava o sono, me deixava fisicamente com pique, mas mentalmente cansado. Com a Rita meu cérebro funciona a todo vapor”.

Segundo ele a droga serve inclusive para quem precisa de concentração para estudar ou trabalhar por muitas horas seguidas. “Já passei dois dias dentro da empresa por conta do lançamento de um projeto. Tomei Ritalina e meu cérebro continuou funcionando perfeitamente por mais de 40 horas. Era como se eu estivesse acabado de acordar. Fiquei permanentemente concentrado e cheio de disposição”.

Cabe lembrar que a Ritalina é um remédio controlado e só deveria ser ingerido sob prescrição médica e para os fins a que se destina. Pessoas como Ronaldo Alceu tomam por sua conta e risco. Há efeitos colaterais – psicose, insônia, alterações de humor, dor estomacal, dor de cabeça e falta de apetite – e, dizem, o álcool pode potencializar estes efeitos. “Conheço muita gente mesmo que toma Ritaliana com alcool ou para se concentrar no trabalho e nos estudos. Nunca soube de alguém que tivesse passado mal”, diz Ronaldo Alceu. “Sei que há o risco de dependência, por isso reservo meus comprimidos apenas para ocasões especiais. Numa balada normal o energético dá conta de me manter com disposição”.

Em tempo: este blogueiro não estimula nem recrimina o consumo de Ritalina. Respeita as escolhas individuais e evita fazer julgamentos morais.

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8 Comentários »

  • Carol Costa disse:

    Esse Ronaldo Alceu é muito louco, Kadu! Se café e coca-cola já têm efeitos devastadores em mim, o que dizer de remédio? Acho que levaria um mês para desligar!

  • Fabricio disse:

    Estou usando ritalina a 5 dias todos os dias, 2 comprimidos por dia, um apos o cafe da manha e outro apos o almoço, até agora eu não tive nenhum problema. Me deixou mais sereno, essa foi a primeira coisa que notei, não me deixou euforico e sim sereno, com vontade de fazer as coisas, sempre bate um pouco de preguiça para fazer as coisas, com a ritalina isso nao acontece. Achei desperdicio de uso se nao for para estudar ou trabalhar. Fiz os testes essa semana, tomei e fui dar uma volta na rua, isso eh desperdicio. Bom, para quem estiver afim de usar eu aconselho a nao tomar se estibver com fome, pq corta um pouco a fome. Um abraço a todos, assim que der eu vou relatando os acontecimentos com ritalina.

  • Diego_na_nett disse:

    Eu sou “usuário” de ritalina,tenho 19 anos e tomo desde os 13.Quando comecei a tomar, minhas notas melhoraram muito,eu me concentrava bem…comecei a estudar a noite e isso acabava comigo,eu tomava depois da janta e ficava ligadao,mas dormia só depois da 1 hora da manha e acordava cedo para trabalhar,o que me deixava exausto e a ritalina parece q me atrapalhava,pois eu tomava e ficava ligado mas rebentado de cancera, os olhos parecimam que tinha areia de sono mas não conseguia pregar os olhos…muito estranho.
    Hoje,já não estudo mais,tomo a ritalina do meu irmão,muito de vez enquando em ocasioes especiais,nunca tive problemas e sempre que preciso ela me concentra.

  • Fabio Negri disse:

    Minha opiniao é simples: acho que tomar remedios pra forçar a ser algo que naturalmente vc nao é nao é valido, existem efeitos colaterais a curto e longo prazo que nunca sao levados em conta e mts vezes desconhecido pelos proprios fabricantes. essas pesquisas de remedios sao feitas a partir de uma descoberta de determinadas substancias para fins lucrativos,ou seja, deu dinheiro a gente faz ,nao deu dinheiro a gente nao banca a pesquisa. as empresas que fazem fazem por dinheiro e os efeitos a saude mental e fisica o consumidor, explorado como cobaia, paga o preço. eu tenho dda e faço questao de ter….

  • Bruno Pacheco disse:

    Eu ainda não fui oficialmente diagnosticado como dda, mas tenho muitos distúrbios de atençao. Quando eu era criança nunca precisei estudar muito para passar de ano e ir bem nas provas mas agora na faculdade a coisa mudou. Sou aluno do curso de Física da UFRGS e no meu curso muitas pessoas usam ritalina e acabei usando também pois não se trata de ser uma coisa que você não é mas sim de que eu estava acostumado a nao ter que estudar e de repente vi que eu nao conseguia estudar. Não por preguiça, como dizem alguns, mas por não conseguir me concentrar e ficar sempre com o cérebro à mil e não conseguir me concentrar numa coisa só! O fato é que com a ritalina minha concentração melhorou muito e comecei a ir bem nas cadeiras. Ufa! Venci o cálculo e as equaçoes diferenciais! Obrigado ritalina!
    OBS: Não uso nas férias e também nao uso quando não vou estudar ou pra balada. Tem que usar conscientemente!

  • mariel disse:

    Acho que o buraco é bem mais embaixo… Essa é uma citação da pesquisadora Virgínia Kastrup, o artigo completo está aqui: http://www.psicologia.ufrj.br/pospsi/aprendizagem.pdf

    “A noção de déficit [de atenção] indica que subjaz aí um entendimento da atenção como marcada por um funcionamento binário: 0-1, atenção-desatenção. Tudo aquilo que escapa ao ato de prestar atenção fica alocado na rubrica do negativo, da falta, do déficit.
    Ao procurar fazer frente ao funcionamento da atenção que foge da tarefa, são
    igualmente consideradas indesejáveis a dispersão e a distração. No entanto, os fenômenos são distintos. A dispersão consiste num repetido deslocamento do foco atencional, que impossibilita a concentração, a duração e a consistência da experiência. Um exemplo é a pessoa que tenta assistir televisão, mas passa a noite inteira zapeando os canais, agarrada ao controle remoto que a conduz de um programa a outro. Ao final da noite ela sabe quais os programas que passaram na TV, embora de fato não tenha assistido a nenhum deles. Uma certa avidez de novidade impede a espessura temporal e a consistência da experiência. Já a distração é um funcionamento onde a atenção vagueia, experimenta uma errância, fugindo do foco da tarefa para a qual é solicitado prestar atenção e indo na direção de um campo mais amplo, habitado por pensamentos fora de lugar, percepções sem finalidade, reminiscências vagas, objetos desfocados e idéias fluidas, que advêm do mundo interior ou exterior, mas que têm em comum o fato de serem refratárias ao apelo da tarefa em questão. É curioso notar que o distraído é alguém extremamente concentrado, que não é meramente desatento, mas cuja atenção se encontra em outro lugar.”

  • mariel disse:

    Acho que o buraco é bem mais embaixo… Essa é uma citação da pesquisadora Virgínia Kastrup, o artigo completo está aqui: http://www.psicologia.ufrj.br/pospsi/aprendizagem.pdf

    “A noção de déficit [de atenção] indica que subjaz aí um entendimento da atenção como marcada por um funcionamento binário: 0-1, atenção-desatenção. Tudo aquilo que escapa ao ato de prestar atenção fica alocado na rubrica do negativo, da falta, do déficit.
    Ao procurar fazer frente ao funcionamento da atenção que foge da tarefa, são
    igualmente consideradas indesejáveis a dispersão e a distração. No entanto, os fenômenos são distintos. A dispersão consiste num repetido deslocamento do foco atencional, que impossibilita a concentração, a duração e a consistência da experiência. Um exemplo é a pessoa que tenta assistir televisão, mas passa a noite inteira zapeando os canais, agarrada ao controle remoto que a conduz de um programa a outro. Ao final da noite ela sabe quais os programas que passaram na TV, embora de fato não tenha assistido a nenhum deles. Uma certa avidez de novidade impede a espessura temporal e a consistência da experiência. Já a distração é um funcionamento onde a atenção vagueia, experimenta uma errância, fugindo do foco da tarefa para a qual é solicitado prestar atenção e indo na direção de um campo mais amplo, habitado por pensamentos fora de lugar, percepções sem finalidade, reminiscências vagas, objetos desfocados e idéias fluidas, que advêm do mundo interior ou exterior, mas que têm em comum o fato de serem refratárias ao apelo da tarefa em questão. É curioso notar que o distraído é alguém extremamente concentrado, que não é meramente desatento, mas cuja atenção se encontra em outro lugar.”

  • Energia Humana disse:

    O uso de um remédio ou uma droga qualquer, está intimamente relacionado com a essência de cada “um”, e representa uma porta de fuga para a energia interior desordenada, que precisa de um pararraio para descarregar esse excesso ou descontrole.
    Uma pessoa que mantém-se com suas energias equilibradas, concentrada e controlada, raramente precisará de uma “muleta” qualquer para servir como uma porta de fuga, ou vazão, para essa energia descontrolada.
    Uma pessoa muito eufórica, nervosa, estressada, usa um calmante onde se abre uma porta de fuga para sua energia negativa e adquire, momentaneamente, um “certo” equilíbrio.
    Outra pessoa deprimida, desmotivada, talvez usa a maconha ou outra droga para conseguir motivação necessária para se sentir viva e viver alguns momentos felizes, mas passado o efeito da droga, volta-se à depressão (energia minada e exaurida por algum fator interno ou externo).
    Usar a RITALINA leva a pessoa a uma sensação de concentração e motivação e a mente se abre e as coisas são percebidas e apreendidas.
    Mas não é o mesmo efeito proporcionado por outras drogas e para outros motivos? que resumidamente, se encaixa no conceito de desequilíbrio energético e descontrole motivacional?
    Atenção, concentração, aprendizado e motivação muitas pessoas possuem sem o uso de qualquer droga, usando apenas a energia humana ORGANIZADA, CONCENTRADA, ORIENTADA E CANALIZADA.
    Na verdade, o que a RITALINA faz é o DOPING INTELECTUAL, e nenhum estudo científico foi feito sobre o real efeito colateral nos usuários, nem a curto prazo, nem a longo prazo, mas algum efeito deve ter, pois você faz com que o cérebro trabalhe além da sua capacidade natural e em áreas que o seu “eu” não tem afinidade.
    Além da questão ética, que expõe os usuários da RITALINA, tem ainda a questão médica: até onde a RITALINA é segura?
    Que ética terá um aluno ou cientista que usa de uma droga para vencer uma concorrência ou desenvolver um estudo? Um usuário de RITALINA teria legitimidade para desenvolver esta ou aquela profissão?
    Porque não aprendemos a desenvolver nosso potencial através do controle de nossa energia vital ao invés de usar drogas que façam o trabalho, sem dar “trabalho”?
    Afinal, queremos ser uma raça evoluída ou vamos mesmo nos tranformar em “ratos” de laboratórios que só respondem aos estímulos com uso de drogas?
    No mundo animal ocorre uma seleção natural, em que os mais fortes sobrevivem, e também os mais inteligentes, mas entre os homens essa seleção e aperfeiçoamento da raça tem se dado através do uso de drogas, então indaga-se: que evolução estamos querendo para a humanidade?
    Marcos R. Oliveira

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