Textos indexados como: Metafísica
O que a astrologia, a homeopatia, os chacras, as terapias alternativas, a cartomancia, os mantras, o tarô cigano e os florais de bach têm em comum?
Todos são pseudociências, superstições sem sentido. Iludem, enganam e exploram a boa-fé de milhões de pessoas no mundo. Assim como as religiões, cada uma dessas pseudociências possui seu próprio sistema de crenças irracionais, que prospera e conquista ‘devotos’ graças…
Assim como Bryan Magee contou em seu livro Confissões de um Filósofo, eu também já perdi a conta de quantas vezes ouvi o argumento de que é impossível não haver um significado para a nossa existência, pois uma vida sem objetivo nem sentido seria intolerável. “Quando eu ponderava: ‘Mas pode ser que não haja mesmo nenhuma importância em nada; afinal de contas, sabemos que existem muitas coisas que não nos agradam, às vezes…
Não sei quanto a você mas a perspectiva de morrer sem conseguir responder a pergunta mais elementar sobre mim mesmo me incomoda tremendamente. A saber, qual o sentido da minha existência?
Praticamente não fico um dia sem pensar nesta questão. Ela me persegue desde a infância. Ela e outras tantas questões correlatas. Afinal, como eu posso viver, agir e me planejar sem saber a razão pela qual eu estou vivo? Pior,
Parafraseando as primeiras palavras do Capitão Nascimento no filme Tropa de Elite, eu diria o seguinte a respeito da vida: “Na Terra há 6 bilhões de seres humanos. Todos desconhecem a razão pela qual foram jogados no mundo. Pode não haver razão. A vida de cada um de nós pode não ter significado algum. E se tiver, é quase certo que morreremos sem saber.
Você vai morrer. Sim, você mesmo, caro leitor. Você e toda a sua família. Seus pais, seus filhos, seus irmãos e todas as pessoas que você ama vão morrer em breve. Gostaria que não fosse assim, mas dentro de pouco tempo todos os familiares daqueles que, como você, tiveram contato com estas linhas estarão mortos. É verdade. Infelizmente eu não estou brincando. Todos os seus entes queridos vão morrer e não há nada que eu possa fazer para impedir isso.
Se eu chegar consciente aos meus últimos minutos de vida será inevitável deparar com a pergunta: “Que diferença fez tudo isso que eu vivi?”. Então, morrerei. Deixando a pergunta em aberto. Não mais pensarei, pararei de chorar, de sorrir, de sofrer. Familiares e amigos sofrerão por um tempo. Depois, morrerão também. E minha vida cairá no esquecimento das vidas vindouras.
