Textos indexados como: Uma pensata
Não gosto de ler. Ler me cansa. Entedia. Enfada. Faz cinco anos que não leio um romance. Devo ser o primeiro jornalista a assumir isso publicamente. À parte disso sou um leitor contumaz. Leio mais que a maioria dos mortais. Mas não leio por distração. Tampouco por entretenimento. Para me divertir prefiro ir à praia, ao cinema, ao Maracanã, a um bom restaurante, jogar futebol, viajar, azarar, comer, beber, transar. Enfim, há uma lista enorme de coisas que me aprazem mais do que ler.
A lei antifumo é uma afronta às liberdades individuais e à propriedade privada. A discussão que se faz necessária não é sobre sobre os malefícios do cigarro mas, sim, sobre o tipo de Estado que queremos ter.
Assim como Bryan Magee contou em seu livro Confissões de um Filósofo, eu também já perdi a conta de quantas vezes ouvi o argumento de que é impossível não haver um significado para a nossa existência, pois uma vida sem objetivo nem sentido seria intolerável. “Quando eu ponderava: ‘Mas pode ser que não haja mesmo nenhuma importância em nada; afinal de contas, sabemos que existem muitas coisas que não nos agradam, às vezes…
Se eu chegar consciente aos meus últimos minutos de vida será inevitável deparar com a pergunta: “Que diferença fez tudo isso que eu vivi?”. Então, morrerei. Deixando a pergunta em aberto. Não mais pensarei, pararei de chorar, de sorrir, de sofrer. Familiares e amigos sofrerão por um tempo. Depois, morrerão também. E minha vida cairá no esquecimento das vidas vindouras.
